segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fantasmas

Se um dia pareci fraca, foi por coragem de largar o que amava para evitar destroços e desastres maiores; basto eu. Que esses fantasmas saiam do meu quarto. Fantasmas saiam do meu travesseiro!
As vozes me sussurrando: não chore em silêncio, não viva nesse segredo; vá até a janela e grite para o ar e se desfaça em choro para o mundo!
A garganta já seca pede água.
Se um dia pareceu que a covardia transbordava por ter me cortado as cordas que me seguravam em pé, não te culpo; não me surpreendo mais com ninguém.
Além de tudo, de surpresa, tento cair em um mar de lágrimas a fim de não quebrar meu vestido de porcelana e não ficar completamente nua; completamente só.
Que esses fantasmas me confortem afinal.

2 comentários:

Tamara disse...

Ontem eu presenciei o mais absoluto fantasma que escorria do luar. Se não fosse as estrelas eu estaria entorpecida até agora.

P.S. Quando seus fantasmas começarem a sussurrar dentro do seu travesseiro, grite um grito abafado e mande eles calarem a boca.

Giordana Medeiros disse...

Pois é, estou sentindo uma dor de cotovelo aí. Amiga vc está tão lírica e melancólica, está até me fazendo concorrência! Rss, lindos textos amiga, tristes e maravilhosos.